
06.05.2010
Quando falamos que Ericléia Bodziak é uma importante medalhista olímpica brasileira, talvez você não ligue o nome a pessoa. Também pudera. Ela ficou conhecida mundialmente como Filó, após fazer o último ponto verde-amarelo nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 96.
O lance selou a vitória sobre a Rússia por 3 sets a 2 e garantiu o bronze ao time, na época comandado por Bernardinho. E o feito foi histórico, tanto que a seleção feminina nunca havia alcançado o pódio na competição.
“Toda atleta sonha com Olimpíada. Esse era o meu sonho também. Então, quando você chega lá, a ficha demora a cair. É fruto de um trabalho longo e árduo, uma sensação maravilhosa e uma experiência inesquecível! Olimpíada é o ápice para qualquer atleta e, depois, ganhar uma medalha é melhor ainda”, comenta Filó, com exclusividade para o site VôleiBrasil, para depois completar:
“Nossa! O último ponto ficou marcado, né? Fiquei feliz em fazê-lo”, afirma ela, de 1,92m de altura, que entrava em quadra para fechar bloqueios e sacar, substituindo estrelas como Ana Moser, Marcia Fú e Fernanda Venturini.
Aos 40 anos, a curitibana - casada desde 2007 com o italiano Daniele Giorgi - é mãe de Yasmin, que segue seus passos no esporte.
“Ela tem 15 anos, já mede 1,85m e joga vôlei em Curitiba, no Círculo Militar e no Colégio Dom Bosco”, explica.
Filó divide seu tempo, então, entre ser mãe, esposa e... atleta. Sim! Ela revela que não consegue viver longe das quadras e atua na série B italiana.
“Voleibol é uma paixão que não consigo viver sem! No Brasil não consigo jogar, devido ao alto nível que o vôlei atingiu no país. Mas eu ainda jogo em Reggio Emilia, na Itália, país que conta com várias séries. E jogo na série B. Pretendo atuar até quando o corpo deixar. Agora, estou de férias e ficarei em Curitiba até setembro. A Yasmin só vai à Itália nas férias da escola”.
Questionada sobre a função que exerce atualmente em quadra, a jogadora foi direta:
“Na Itália, jogo na saída de rede. Em toda a carreira, só não fiz as funções de líbero e levantadora. A de ponteira foi a que eu mais gostei”.
Filó sabe da importância do vôlei na sua vida. “As pessoas que eu conheço, além das viagens e do crescimento pessoal, foram todas através do voleibol. Atualmente, mantenho contato com jogadoras da época, como Hilma, Virna e Lili (Elisângela), que mora aqui em Curitiba”.
Fã de Isabel, Vera Mossa, Renan e do norte-americano Kiraly, ela se destacou por Pirelli, Uniban, Leites Nestlé e Flamengo.
“Ter jogado ao lado de grandes atletas foi sempre uma grande experiência. Todos foram importantes, mas certos conselhos e atitudes valem para a vida também. E aprendi muito com Bernardinho e Isabel”, reconhece Filó, que pretende trabalhar com crianças em projetos sociais quando parar de jogar.
Equipe VôleiBrasil
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