
31.05.10
Sidnei dos Santos Junior, o Sidão, despontou como um verdadeiro paredão na Superliga 2005/06, quando foi campeão pela Cimed e ainda ganhou o troféu de "Melhor Bloqueio". Como presente, recebeu na ocasião a primeira convocação para a seleção brasileira e se transferiu para a Itália, onde atuou por três temporadas pelo Modena.
Após participar de campanhas vitoriosas em Ligas Mundiais (2006, 2007 e 2009) e Copa dos Campeões (2009), o meio de rede, de 108kg e 2,03m, defendeu o Sesi (SP) na Superliga 2009/10.
Agora, pouco antes de completar 28 anos (9 de julho), se considera mais experiente e pronto para ajudar o Brasil na Liga Mundial 2010.
Confira abaixo a entrevista que Sidão concedeu, com exclusividade, ao site Vôlei Brasil.
VB – É verdade que você tentou a sorte no basquete, antes de jogar vôlei?
"Eu era bem alto e magro. Comecei jogando basquete no colégio em Taubaté. Mas o vôlei era o ponto forte dessa escola, que costumava ganhar torneios. Decidi, então, jogar vôlei nessa mesma escola. A categoria ainda era pré-mirim, com esquema 6-0. Todo mundo rodava e atacava. Me apaixonei pelo vôlei".
VB – Quando trocou a escola pelo clube?
"No meu primeiro ano de infanto fui aprovado na peneira no Banespa, onde fiquei por cinco anos. Nas categorias infanto e juvenil, eu já atuava mais como meio de rede. Mas às vezes fazia a função de oposto. Disputei dois Campeonatos Brasileiros de Seleções por São Paulo".
VB – Quem era o seu ídolo na época?
"Gustavo! No próprio Banespa, antes de chegar ao adulto, ele já estava lá e eu me espelhava muito nele. Eu observava muito o central Braz também nos treinos e jogos".
VB – Quando foi convocado para a seleção pela primeira vez?
"Cheguei à seleção em 2006, quando atuava pela Cimed. O grupo contava com jogadores mais experientes, como Gustavo e André Heller. Tentei aprender o máximo com eles. A primeira vez que pude jogar a fase final foi no ano passado. Espero receber mais oportunidades e acredito que terei, como sempre acontece com todos os jogadores".
VB – Então você chegou à seleção já na "Era Saquarema". O que você pensa sobre o CDV-S?
"A estrutura é maravilhosa. Aqui a gente respira voleibol. Gosto muito de estar aqui, de tudo o que acontece aqui. Não tem lugar melhor para trabalhar. Aproveito o máximo para desenvolver meu voleibol".
VB – Como é trabalhar com o Bernardinho?
"É um técnico excelente. Basta ver tudo o que ele já conquistou. Sempre dá oportunidade a todos os jogadores e cobra bastante, o que é muito importante. Evoluo muito quando trabalho com ele, que dá várias orientações fundamentais".
VB – A maratona de treinos é intensa... como você aproveita as horas vagas em Saquarema?
"Sou um cara tranquilo. Tento fazer o máximo para descansar e repousar, já que temos um ritmo forte de treinos. Fico bastante dentro do quarto, no computador. Ligo muito para o meu filho, para matar a saudade".
VB – Qual é o seu passatempo preferido?
"Quando estou em casa curto muito jogar videogame. Gosto dos jogos de futebol, além daqueles online de guerra".
VB – Fale um pouco sobre as suas preferências por cinema, TV, música, gastronomia, leitura...
"Curto bastante ver filmes, principalmente os de guerra, ação e com super-herói. Sou muito eclético e ouço músicas de rock a pagode. Gosto muito de comida japonesa e estrogonofe. Só não sou muito chegado em frango desfiado. Não sou muito de ler livros... prefiro ler páginas de esportes dos jornais. Na TV, gosto dos programas esportivos e sobre carros".
VB – Durante um período na Itália, uma lesão no joelho direito atrapalhou sua carreira e você acabou ficando fora da Olimpíada. Como você se sente agora?
"Meu joelho me atrapalhou muito durante dois anos. Até costumo falar que andei muito para trás por causa do meu joelho. É um problema superado, pois hoje em dia não sinto mais nada".
VB – Qual mensagem você poderia deixar aos fãs?
"Quero agradecer, de coração, à torcida brasileira, que está sempre ao nosso lado. Já rodei por vários ginásios pelo mundo e, inclusive, atuei durante algumas temporadas na Itália. E digo que não existe torcida igual a nossa. É maravilhoso estar dentro de quadra e ver o respeito, o carinho e a ajuda dela. Com esse apoio, a gente vai deslanchar cada vez mais".
Equipe VôleiBrasil
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